quarta-feira, 23 de maio de 2018

AS REGRAS QUE SUPONHO DA "MÉTRIARCA"


Meu amor, se tivesse eu pedrinhas de brilhantes 
Já não mais desejaria que ladrilhassem sua rua
Eu venderia o que para mim vale mais que você
E com o dinheiro eu compraria o amor, em parte

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Pois com tal moeda só compraria o amor que eu,
Julgo a mim própria merecer, mas não o conheço
Como não mais lhe conheço devolva meu ladrilho
Só ao meu próprio brilho agora vou ladrilhar, saia
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Meu amor eu agora destruir a janela do meu peito
Não mais lhe quero ver passar em rua mal corada
Nem lhe queria perto do agora meu tesouro, pude
Meu caro sou eu matriarca, sou eu mulher, senhorª 
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Por esse motivo também não retornes, nego você
Pois acredito saber que cheira álcool à essa hora
Sei que tu estar por ai caído penso que ainda vivo
Minha graça por ti fragmentou - se, pois coroei-me
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terça-feira, 22 de maio de 2018

SAUDAÇÃO A TERRA


Nasci e me criei em solo sagrado Chapada, Wagner, Bahia.
Maldita minha consciência de infância que me leva a cegueira
Não me permitia a paciência de o Tesouro, ouro de mina
Tesouro que meu era, sem minha própria percepção, sem retrovisor


Oh, minha Terra! Perdoai teu filho que te desacolheu
Por velho ter se ser também quando criança, perdoai-me
Tinha eu impaciência à meditação, não ouvia meu interno
Era incapaz de reconhecer o todo, e tudo parecia agressão, hostilidade.


Mas agora, amada terra, clara se tornou minha ingratidão
Não dei devido valor a Mãe que me alimentou por toda a vida
Mas minha Mãe. A desacolhida foi por nossa precoce desconexão
Tive que a deixas muito cedo, ainda criança de olhos de recém nascido antigo
 No tempo em que as crianças como os outros animais nascia de olhos fechados


Os olhos abertos precocemente a esse povo que se intitula nova geração.
Foi meu problema inicial após meu nascimento
Não meditei ao nascer para que pudesse tranquilizar-me a nova realidade
A essa nova gente também devo saudar, mas a essa fazer parte, já não tenho sau-da-de.
Agora que velho meditei entendi que errei ao abrir os olhos cedo demais.



- Nelphino Pessoa Morais.


terça-feira, 5 de julho de 2016

A PRIMEIRA VEZ QUE VI O MAR

O sol estava alto em meio ao céu azul
Anunciava alegrias, emoções, o meio dia
A pino se encontrava, e me encantava

Meus olhos perdidos a imensidão
Parecia tão profundo, tão pacífico
Mas era forte, me derrubou

Me afastei , eu corri, soseguei e voltei
O mar beijou meu corpo, apaixonei, arrepiei
Sal em minha boca areia em minha roupa, eu sorri

Era como um banho de sol e Luz
O tempo devagarinho passou e o sol cansou, abaixou .
E eu para vê-lo corri, novamente fugi

Me sequei e esperei aquele momento
Era tanto sentimento que mal cabia em mim
Então o astro rei se aproximou e ao mar se entregou, apagou.

O dia findou com ele, em mim explosões
Queima profunda de fogos e sentimentalidades
Os olhos fechei e imaginei um final feliz, então chorei.

Devagarinho a lágrima escorregou em meu rosto
Suave, salgada como a água do mar
Suspirei, dancei e voltei na água entrar
E foi assim a primeira vez que vi mar

A GUERRA


Aperto mais forte a lança em minhas mãos; desespero
Lanço meus olhos sobre os mortos no campo; agonia
Os corpos parecem tristes e frios; qual motivo da guerra?
O sol não se mostra a três semanas; escuridão
Ficamos apenas com o cinza dos dias; frio
Ficamos apenas com a cinza da pólvora em mãos; arrependimento

Alguns feridos se contorcem; gemidos
Não sei ao certo o motivo; dúvida
Talvez seja a frieza da guerra; incerto
Quem sabe a terra esteja fria; mortos
Lágrimas já se misturam a gotas de chuva; confusão
Do ritmo quente latino, a última curva; final

Já clamo a compaixão de qualquer deus; súplica
Se não finde, só explique o motivo da guerra; lúgubre
Por que os inimigos estão tão próximos?; silêncio.
Eu continuo a andar entre corpos; barulho
Ouço um bipe, sei que pisei uma mina; arrepio
Lembro apenas do olhar de minha menina; amor

Fecho os olhos e visualizo minha filha; pequena
Mais um passo e sei... Eu sei! É o fim; descuido
Não da guerra, não da chuva,  Não das bombas; sangue
Do amor, da esperança, do prazer, da família; visão trêmula
Sinto o fogo que me consome, visualizo então o lado gélido da guerra; explosão
É meu fim... Tudo é negro desse lado; parar pulsação.

                                    
                                                                     MORAIS, Dori Edisson Pina.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

ABUSO DOU AMOR-TE

Ele dizia a mim faraônicas palavras
Me contava das suas aventuras, em gargalhada
Mas outrora me chorava suas dores, me cantava
Ele subia a minha cabeça, me inventava, recriava
Milhões de historias eram tidas como reais, pura ilusão.

Cordialmente me beijava levando me a outro tempo

Magicamente tocava meu corpo e eternizava o momento
Com os olhos cheios d'água, coração jorrando amor
Com o olhar de desejo e um momento que não passou

Se despia de toda e qualquer realidade, parecia loucura seu pensamento.

Sua beleza era sua única veste, porém era o mais bem vestido poeta
E nem por isso era menos que perfeito, irreal e magico.
Seu peito era marcado com aço, representando sua força 
Seu braço o símbolo do infinito, mostrando sua duração de estadia
Ainda assim parecia secreto seus medos, então silenciei-me.
Ainda assim era excitante tentar descobrir, mas não voltei a falar.

Ele me enlaçava por toda noite, sufocava

Me embalava de todo bem existente, mas era doente seu querer a mim
Me cobria com seus braços, entrelaçava o dedos em meu pescoço e me marcava
Então me sentia inseguro, pois ao amor que me entreguei recebi o pavor, dor.
E a noite ia passando cada vez mais escura ao tom que o dia se igualava a meu espirito 
Juntos a espera de um novo cinzento renascer do sol .




- Nelphino Nogueira Morais.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

AT DEPARTURE TIME

Nestes teus olhos cheios d'água, me desmancho 
Nestes teus amores perdidos desapareço de mim 
Nesta tua hora corrida com a alma ferida anunciando o adeus perco meu,
Meu céu! por que tão longe?
Mar meu que a tanto se mantinha imperial,
a causa de tua morte foi a falta de chuva no peito? 


Teu brilho me tirou da escuridão,
Minha estrela dourada, és tão cedo 
Preste atenção querido
Talvez em minha vida 
Nunca tenha eu sentido de fato o amor 
Mas a tua teima, o teu jeito 
Me aproximaram do pareceu ser a paz 


Talvez bons amigos seremos,
Ou não passaremos de pessoas estranhas pra nós.
A muito peno em deixa-lo partir, mas vá agora. 
Meu pássaro celeste, sei que precisas bater asas pra longe daqui 
Leve consigo um beijo meu, leve com você meu coração. 
Pois a ti pertence, sobretudo sem você de nada mesmo me serviria. 


Obrigado por tornar-me um pouco mais humano 
Adeus meu negro anjo, até qualquer dia. 
Quem sabe este vendaval acalme-se, 
Eu errei, e sabia, te amei no olho de um furacão 
Tenho que descer das nuvens, pois cortei minhas asas fora 
Bye my air, good bye my light.


- Nelphino Morais.

sábado, 31 de maio de 2014

Don't Cry





Nessa batalha incansável, interminável
Me arrisco, me detenho
Me esforço, me empenho
Então eu caio, então eu desabo 
Me sacarifiquei pra me salvar 

No fim eu fui o único quem saiu ferido
Crescer dói tanto..
Mas eu ainda estou de pé...
Eu ainda estou vivo
Atire sou indestrutível...


Os segundos exposto a tantos
Ataques me aproximam do fim
Mas das cinzas voltarei
Sempre sou eu quem sai ferido
Eu ainda estou de pé,
Atingirei as estrelas
Vamos atire...

Sempre sou eu quem sai ferido
Asas quebradas... coração partido
Faça o seu melhor
Ainda me lembro como sorrir
Ainda estou de pé, atingirei as estrelas

Eu me sacrifique pra me salvar,
Sempre sou eu quem sai ferido...
Me desfaço, me detenho
Atire, vamos atire
Suas balas me atingem
e caem no chão

Sou indestrutível, tocarei o céu...



Autor: Nelfino Edisson Morais.