Eu ainda estou vivo? Me sinto morto
A morte deita ao meu lado na cama
Posso sentir seus ossos, seus dedos
Beijo o rosto da morte, já a conheço
Por ser íntimo dela, não posso ser confidente de mim
Já não me posso ouvir, já nao vejo acender o chão
Meus passos são vagos, vazios e escuros.
Minha alma se escurece, e parte para parte alguma
Eu já não preciso de ninguém, já nao sei amar nada
Já não tenho amor algum, já não me amo, inverso disso
Minha respiração me incomoda, meu rosto é apático
Quando o sorriso pousa meu lábio, ele vem em mentira
Não sei sorrir de verdade, não sei, não sei, não sei onde ir
Qualquer lugar parece casa, mas não desejo morar em lugar nenhum
O luar prata, nesse frio sertão baiano me revela a maldade
Eu sou o mal, eu sou o que não se deve ter em casa, eu sou filho da morte.
- Nelphino Morais.
- Apenas Palavras -
sexta-feira, 24 de julho de 2020
segunda-feira, 10 de junho de 2019
O QUE SINTO
O que sinto é o que importa
O presente do preço presente
O eterno esquecimento do ontem
Não me importa o passado,
Não lamento por nada que senti
Só choro pelo que não me permitir
Pelos saltos que não me autorizei
Pelos amores que deixei esvair
Eu não tenho motivos para chorar
Minhas valiosas lagrimas são de ouro
Não derramarei meu tesouro por mal nenhum
Nenhuma tristeza me abalará,
Só lamento o amanhã, que não pode ser sentido agora
E se hoje for o último dia de minha vida?
Partirei sorrindo, por tudo que o agora me permite
Por tudo que o ontem me fez, por quem sou.
- Dori Edisson P. Morais
Marcadores:
alegria,
Amor,
Autoral,
Bahia,
Brasil,
esperança,
life,
love,
Lovely,
now,
poesia,
Pôr-do-sol,
projeção astral. Happy Day.,
viva intensamente
domingo, 10 de março de 2019
SOB A TERRA
Me encontro abaixo do nível do solo,
Mas estou mais alto que o céu
Afundo meu eu nas camadas de mim
Levando luz as camadas do que se faz interno
Ouço o som que sai do verde
Ouço a voz perfumada das flores
Expressam elas toda a maturidade
Toda essência do reconhecimento do não saber
Não outorgarei minha cruz a outros ombros
Carregarei eu mesmo o próprio peso das escolhas que fiz
Eu perdoo os que me machucaram, desejo-os elevação
Estou mais alto que o céu, minha mente vaga longe
Sou o olhar do horizonte curioso
O místico ser medroso que me concebe a humanidade
Sou um homem de muitas faces, uma mulher
Eu tenho a força do sol, e seu poder
Eu me elevo o espírito, levo meu corpo a segurança
A proteção purifica meu espírito e minha energia se estabelece
São sete, até que um se torne sabido
São quedas, até que eu me torne sábio.
Foram amores, foram dores, fui eu
Cai do que fui, renasci de si, fugi de mim
Me alcancei, me beijei e por mim me enamorei
Até acordar assustado, por não ter sonhado, era verdade.
- Edisson Padilha Morais.
Mas estou mais alto que o céu
Afundo meu eu nas camadas de mim
Levando luz as camadas do que se faz interno
Ouço o som que sai do verde
Ouço a voz perfumada das flores
Expressam elas toda a maturidade
Toda essência do reconhecimento do não saber
Não outorgarei minha cruz a outros ombros
Carregarei eu mesmo o próprio peso das escolhas que fiz
Eu perdoo os que me machucaram, desejo-os elevação
Estou mais alto que o céu, minha mente vaga longe
Sou o olhar do horizonte curioso
O místico ser medroso que me concebe a humanidade
Sou um homem de muitas faces, uma mulher
Eu tenho a força do sol, e seu poder
Eu me elevo o espírito, levo meu corpo a segurança
A proteção purifica meu espírito e minha energia se estabelece
São sete, até que um se torne sabido
São quedas, até que eu me torne sábio.
Foram amores, foram dores, fui eu
Cai do que fui, renasci de si, fugi de mim
Me alcancei, me beijei e por mim me enamorei
Até acordar assustado, por não ter sonhado, era verdade.
- Edisson Padilha Morais.
terça-feira, 29 de maio de 2018
A CARTA DO NÃO ARREPENDIDO ESPIRITO
Eu me considero integro, moderadamente sábio
Mas é sabido a todos que de nada me arrependo
Não sofro, não choro dor nenhuma, pois me sei
Eu me senti, me entendi, por fim, respirei, sem ti
Depois dessa profunda metódica, meditação guiada
Percebi que nunca sofri por nada, de nada arrependi
Nunca pedi desculpa, nunca baixei a guarda, entendi
Eu era e sou meu próprio guia de vigila, me guardo
Meu próprio conselho, me aconselho onde ando
Sou meu próprio pai, mãe e tia, não mais preciso
Quando criança precisei, muito obrigado, mas agora
Eu percebo que meu estado pede auto sabedoria.
Mas é sabido a todos que de nada me arrependo
Não sofro, não choro dor nenhuma, pois me sei
Eu me senti, me entendi, por fim, respirei, sem ti
Depois dessa profunda metódica, meditação guiada
Percebi que nunca sofri por nada, de nada arrependi
Nunca pedi desculpa, nunca baixei a guarda, entendi
Eu era e sou meu próprio guia de vigila, me guardo
Meu próprio conselho, me aconselho onde ando
Sou meu próprio pai, mãe e tia, não mais preciso
Quando criança precisei, muito obrigado, mas agora
Eu percebo que meu estado pede auto sabedoria.
- Nelphino Edisson Morais.
quinta-feira, 24 de maio de 2018
CURTA MALHA FINANCEIRA
Estou farto desse fino e curto lençol financeiro
Cansado de ver o povo brasileiro afundar-se em dividas
És esse pano capitalista complexo, até mesmo cruel ao mais fraco
Significa dizer que não se pode a esse te-lo por inteiro
Cobrir a cabeça resulta no descobrimento dos pés
O nato brasileiro cansado chama de crise, de catástrofe
Mas seria crise ou simples descontrole financeiro?
Acostumou-se ao brasileiro demasiado a felicidade
Entrega tudo que tem e confia a Deus o futuro
Pobre humanidade que não entendeu que Deus não és economista
Seria desespero do sertanejo pelo pão?
Ou contentamento pelo circo brasileiro?
De fato eu não sei compreender, mas me conforta saber
Que quem me ler, também não sabe, o mal de dinheiro brasileiro
Em frente ao aspecto internacional, só é o Brasil desequilibrado tão quanto o seu Povo.
Mas não concordo com o todo da oração
Mas ainda assim me revolta ver o pano retalhado
Os bancários sanguinários empresta a quem sabe ter de executar
Pois sabe o de toga que o de enxada não pagará sua divida ao retalhar sua economia a outro debito
Entretanto segue o brasileiro desperto, mas dorme confuso pelo que o pão não nutriu.
Morre o Brasil pelo abandono do que chama valorização da cultura do povo.
Cansado de ver o povo brasileiro afundar-se em dividas
És esse pano capitalista complexo, até mesmo cruel ao mais fraco
Significa dizer que não se pode a esse te-lo por inteiro
Cobrir a cabeça resulta no descobrimento dos pés
O nato brasileiro cansado chama de crise, de catástrofe
Mas seria crise ou simples descontrole financeiro?
Acostumou-se ao brasileiro demasiado a felicidade
Entrega tudo que tem e confia a Deus o futuro
Pobre humanidade que não entendeu que Deus não és economista
Seria desespero do sertanejo pelo pão?
Ou contentamento pelo circo brasileiro?
De fato eu não sei compreender, mas me conforta saber
Que quem me ler, também não sabe, o mal de dinheiro brasileiro
Em frente ao aspecto internacional, só é o Brasil desequilibrado tão quanto o seu Povo.
Mas não concordo com o todo da oração
Mas ainda assim me revolta ver o pano retalhado
Os bancários sanguinários empresta a quem sabe ter de executar
Pois sabe o de toga que o de enxada não pagará sua divida ao retalhar sua economia a outro debito
Entretanto segue o brasileiro desperto, mas dorme confuso pelo que o pão não nutriu.
Morre o Brasil pelo abandono do que chama valorização da cultura do povo.
- Dori Edisson dos Anjos
quarta-feira, 23 de maio de 2018
DESCONCERTOS
Passam se os dias
Os meses se vão
Se mudam as estações
Os meses se vão
Se mudam as estações
O mundo imutável
Imóvel, vibrante, incomprendido
Se manifesta em Deus como delirante azul
Imóvel, vibrante, incomprendido
Se manifesta em Deus como delirante azul
Segredos tolos
Beijos vazios
Entre a espada e a cruz
Beijos vazios
Entre a espada e a cruz
Se chama por alguém
Se espera que se ouça
Se busca no novo a velha peça
Se espera que se ouça
Se busca no novo a velha peça
Uma imagem sem cor
Um brilho sem vida
Algo que estanque a ferida
Um brilho sem vida
Algo que estanque a ferida
Busca-se cura para algo irremediável,
Buscam tempo para nada se fazer
Ilusórios dias onde nada tem graça
Buscam tempo para nada se fazer
Ilusórios dias onde nada tem graça
Tortuosas horas em que o tempo não passa...
Lágrimas escorrem na janela,
Ou são apenas gostas de chuva?
Ou são apenas gostas de chuva?
Nada se sabe do Inverno
Apenas que é frio
Frio impiedoso, chega queimar
Apenas que é frio
Frio impiedoso, chega queimar
Nada se sabe do Verão
Só que é quente
Mas nada que a brisa bloqueie lembrar
Só que é quente
Mas nada que a brisa bloqueie lembrar
Nada se sabe sobre o Outono
Só que tudo é novo
E as folhas caem para recriar
Só que tudo é novo
E as folhas caem para recriar
Nada se sabe sobre a Primavera
Só que tem flores
Novos amores, novo pulsar
Só que tem flores
Novos amores, novo pulsar
Nada se sabe sobre o poeta
Se está a sorrir ou a chorar
Se canta ou vai encantar
Se está a sorrir ou a chorar
Se canta ou vai encantar
O mundo é uma tela pronta para se pintar
O mundo é um emaranhado de tudo
Mas dele nada mais posso eu esperar.
O mundo é um emaranhado de tudo
Mas dele nada mais posso eu esperar.
- Nelphino Morais.
BUQUÊ DE CORES, FLORES / TAMBORES
O
presentei com um arranjo floral em jarro
Tinha
ele sete flores, sete cores, sete linhas
Cada
uma lhe traria da alma um despertar
Você
se mostraria capaz para a plena liberdade
O
brilho da rosa vermelha te desperta ao contato divino
Ela
te beijou primeiro com seu amor, seu contentamento
A
alegria fantástica do miocárdio pulsar, pode ser amor.
Vibra
ela a melodia da magia da Bahia, do povo de casa.
Saudação
a Moça que traz amor.
A
orquídea branca te traria a paz de não esperar demais de si
O
gozo sincero da tranquilidade e disposição para com o espirito
Traz
ela luz a tua Coroa, paz ao teu corpo em vibração de infinito
Meu
caro irmão, a esse presente tenha sabedoria a usar e dosar,
Não
se perca ao que oferta o efêmero, desse veneno não beba.
Saudação
a Paz do Grande Orixá.
A
bromélia violeta lateja e desabrocha terceiro olho.
Abre-se
os olhos no topo da cabeça, em sua pedra indiana
Te
dei a minha visão aos espíritos, use-a com todo respeito.
Meu
querido se proteja, se ouça internamente, se ame, príncipe se proteja.
Saudação
ao Chefe da Calunga, meu Pai.
O
girassol imponente chega no teu poente da tarde
Para
te lavar com a luz amena, com o ouro e a noite
Ouço
de Oxum o canto, te presentei com prosperidade
Tenha
à minha luz, mas não de ser sentido, não deixe não fazer sentido.
Saudação
ao Sol.
A
laranjeira floriu ao cantar do galo
A
benção da cura de São Benedito
Meu
amado, Benedito, Bendito seja teu nome
Me
chame de éter e sinta meu verde curar-te
Saudação
as Almas.
As
onze horas expostas no arranjo
Representam
a benção da pontualidade
Eu
te agracio com o dom de entender o tempo, em oração.
Quando
entender seu significado será Coroado senhor de si.
Saudação
ao Tempo.
Tinha
no arranjo ramos de samambaias
Para
o dado sagrado toque de tambor de Caboclo.
Te
dei agora a sabedoria para compreender a sua própria força.
A
paciência para esperar o retorno dos primeiros, proteção da mata.
Saudação
as folhas.
Meu
bem, antes que eu parta em poesia e suma em versos
Eu
suplico entenda a poesia desses versos, pois deles só magia.
Ao
contrario deles eu me faço maldição
Mas
meu amado, abençoado seja nosso amor,
seu
coração, Salve essa minha oração de flor.
Assinar:
Postagens (Atom)