terça-feira, 22 de maio de 2018

SAUDAÇÃO A TERRA


Nasci e me criei em solo sagrado Chapada, Wagner, Bahia.
Maldita minha consciência de infância que me leva a cegueira
Não me permitia a paciência de o Tesouro, ouro de mina
Tesouro que meu era, sem minha própria percepção, sem retrovisor


Oh, minha Terra! Perdoai teu filho que te desacolheu
Por velho ter se ser também quando criança, perdoai-me
Tinha eu impaciência à meditação, não ouvia meu interno
Era incapaz de reconhecer o todo, e tudo parecia agressão, hostilidade.


Mas agora, amada terra, clara se tornou minha ingratidão
Não dei devido valor a Mãe que me alimentou por toda a vida
Mas minha Mãe. A desacolhida foi por nossa precoce desconexão
Tive que a deixas muito cedo, ainda criança de olhos de recém nascido antigo
 No tempo em que as crianças como os outros animais nascia de olhos fechados


Os olhos abertos precocemente a esse povo que se intitula nova geração.
Foi meu problema inicial após meu nascimento
Não meditei ao nascer para que pudesse tranquilizar-me a nova realidade
A essa nova gente também devo saudar, mas a essa fazer parte, já não tenho sau-da-de.
Agora que velho meditei entendi que errei ao abrir os olhos cedo demais.



- Nelphino Pessoa Morais.


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