Da alta montanha fria
As gotas continuam escoando
Quando brotou o dia
O sol se partiu em dois
Duas vidas, dois amores, dois sóis
Ao pranto dos rouxinóis
O início da alvorada
Ainda que com a alma cansada
Eu continuo andando
Ao findar dos tempos
Sigo eu cantando
O início da alvorada
Ainda que com a alma cansada
Eu continuo andando
Ao findar dos tempos
Sigo eu cantando
Tomado pela alegria do amor
Aquele gesto puro de se querer bem
Sentido o pleno sabor da liberdade
Sem o medo da idade que vem
Com a face aquecida
Com a calma ferida
O mundo acaba em horas
Ao fim da tarde já não existirmos
Não acontecerão novas auroras
Aproveito esse momento, que temos
Para nós despedir
Não há como olhar para trás, é hora de ir
Ao fim da tarde já não existirmos
Não acontecerão novas auroras
Aproveito esse momento, que temos
Para nós despedir
Não há como olhar para trás, é hora de ir
- Nephino Morais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário